Michel Le Belhomme

Michel Le Belhomme nos convida a considerar possibilidades bem ambíguas em nossa percepção das imagens. Uma representação pode se tornar mais eloquente quanto mais se distancia de sua suposta referência. Uma imagem pode vir a luz a partir de paisagens reais, pode também ser refotografada, tomada a partir de imagens de paisagens, de forma que os contornos “reais” não são mais do que vincos e dobras. Estratégia simples que “nos tira o chão”, dá a impressão de estarmos olhando para uma imagem gerada por computador, quando na verdade é a imagem de um volume real, construído em papel. Labirintos que figuram uma fotografia em contínuo desmonte e montagem.

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Michel Le Belhomme invites us to consider quite ambiguous possibilities in our perception of the images. A representation can be more eloquent the more it moves away from its supposed reference. An image may come to light from real landscapes; it can also be re-photographed, taken from pictures of landscapes so that the “real” contours are no more than creases and folds. A simple strategy that “pulls our rug,” gives us the impression that we are looking at a computer generated image, when in fact it is the image of a real volume, built on paper. Labyrinths contained in a photograph in continuous disassembly and assembly movements.


The Two Labyrinths
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FIF BH 2015